Tão bom!
O que eu já me ri, o que eu já concordei… Vale a pena ler:
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:)
É tão importante conversar. É tão fundamental partilhar com quem se ama o que mais nos angustia. É tão bom quando somos capazes de o fazer. Eu demorei demasiado tempo. Ou o tempo suficiente.
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Não sei quem inventou que o coração é a caixa onde guardamos o Amor, mas a metáfora serve-me perfeitamente.
Ao longo dos anos, a caixa aumenta e diminui, abre e fecha, sempre mutável e adaptável ao Amor e a todos os seus sentimentos satélites. Ao longo dos anos, a caixa dá de si, racha, por vezes, quebra. Então, alguém lhe pega (nós ou o Outro) e a reconstrói. Nunca da mesma forma, nunca uma caixa igual.
Por vezes, o mesmo Amor ocupa, simultaneamente, caixas diferentes, em cada uma delas o espaço que lhe pertence. Por vezes, o mesmo Amor, parte, simultaneamente, caixas diferentes, em cada uma delas, abre a fenda que lhe pertence. Se, como a seiva, o Amor for espesso o suficiente fechará ele próprio as feridas que abriu, ainda que possa demorar. Caixa cicatrizada.
Não vale a pena tentar proteger a caixa ou esconder as suas marcas com papel celofane e um laço a condizer. Saber esperar que o Amor se resolva a partir ou a ficar, saber aceitar a sua decisão (que nem sempre está nas nossas mãos) é a melhor forma de manter forte a sua caixa.
Hoje, doem-me as duas caixas que o Amor crescido magoou e a caixa que um Amor tenro, eu sei, vai magoar.
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